Terça-feira, Julho 01, 2008

"Vou ser Padre"
"Não queres também tu ouvir o que Deus para te dizer?"
"Confia em Deus"
"Ele surpreende-nos sempre"

Segunda-feira, Junho 30, 2008




Peregrinação a pé
do
Seminário Maior
ao
Santuário
do
Divino Senhor da Serra


6 de Julho 2008
Catedral de Castelo Branco
17h00
Daniel Santos Almeida
vai ser ordenado
Presbítero
para o serviço da nossa
Igreja diocesana
de
Portalegre - Castelo Branco

Segunda-feira, Junho 16, 2008

SE QUER
QUE ALGUÉM QUE CONHECE
CRESÇA MAL,
FAÇA ASSIM




a. Contente-se com o “satisfaz menos”
b. Dê-lhe carinhos “de segunda”
c. Ande sempre com ar deprimido
d. Transforme a família numa caixa de solidões
e. Repita-lhe mil vezes ao dia que nunca deve dar valor às coisas sérias demais ou que o “trabalho é bom para os outros”
f. Coloque a família sempre depois do trabalho
g. “Acorde” apenas quando ele já for grande
h. Não o repreenda nunca…
i. Superproteja-o
j. Descarregue-o sempre para os avós …
k. Encha-o de tudo o que ele quer
l. Dê-lhe o nome de uma moto
m. Venda-o ao sucesso desde pequenino
n. Faça-lhe crer que a vida é um paraíso
o. Deixe-o colado à televisão todo o dia
p. Crie-o numa estufa
q. etc[1]


[1] António MAZZI, Como estragar um filho em dez jogadas (Lisboa: Paulus, 2005) 89.

Domingo, Junho 08, 2008


Os Presbíteros na Igreja - IV –

A identidade do padre na Igreja


O que é, melhor, quem é o padre? Todos conhecemos certamente padres que, pelo que fazem e pela maneira como o fazem, nos ajudam a compreender o que é um padre. Mas o que está na origem de uma vida assim?

1. As afirmações fundamentais da Igreja

No Concílio Vaticano II, a Igreja define o padre da seguinte maneira: os presbíteros são consagrados á imagem de Cristo para pregar o Evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino (LG 28).
E todo o restante número 28 desta Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium) nos apresenta o padre na sua relação a Cristo à Igreja e, na Igreja - sinal e sacramento de Cristo - aos bispos, ao presbitério (irmãos padres) e ao povo de Deus.
O padre é, portanto, ministro de uma Igreja que é Sacramento de Cristo, Luz dos Povos, e que para se expressar na vida dos homens precisa de ministros que sirvam essa sacramentalidade.
Por isso mesmo, o decreto sobre o Ministério e vida dos sacerdotes (PO) afirmará, a certa altura, que os presbíteros [..] não poderiam ser ministros de Cristo se não fossem testemunhas e dispensadores de uma vida diferente da terrena, e nem poderiam servir os homens se permanecessem alheios à sua vida e às suas situações (PO 3). A sua vida transcorre, de facto, entre a convivência e a diferença.

2. Uma realidade cristã original

Desta forma o presbiterado (ser padre) surge, de facto, como uma realidade cristã original, interior à própria revelação e centrada sobre Cristo. Podemos então resumir algumas características da identidade e missão do padre segundo o pensamento da Igreja no Vaticano II:

2.1.Ser presbítero é realização, em nós, do Senhor Jesus, Cristo.

Ser presbítero é realização. em, nós do Senhor Jesus, Cristo. O seu ministério, se quisermos o seu sacerdócio, é o fundamento contínuo e continuado do nosso ministério e não apenas um primeiro elo de uma cadeia da qual todos faríamos parte:
- Ser padre é uma realidade que não tem apenas algo a ver com a celebração da Eucaristia, mas que está relacionada com a missão de toda a Igreja;
- A sua acção não se limita ao poder de consagrar o Corpo de Cristo (Eucaristia) mas alarga-se à acção em nome de Cristo, Cabeça da sua Igreja, seu Corpo eclesial.
- Os padres recebem a sua autoridade de Cristo, em Igreja, na criação dos grupos de apóstolos que são enviados em nome do mesmo Cristo; o padre participa na missão apostólica de toda a Igreja: ele conduz uma comunidade nascida da acção da Palavra de Deus

2. 2. Fazer com a nossa vida o que Cristo fez com a sua

Tendo vivido o seu ministério, o seu sacerdócio, não pela imolação de touros e cabritos, mas pela oblação de si mesmo o Ressuscitado dá a todos os cristãos a possibilidade de fazer o mesmo com a sua existência pessoal concreta [(Rom 12, 1-2) (falamos do sacerdócio baptismal)]. Mas é dentro desta possibilidade salvífica que o Ressuscitado dá a todos os cristãos a possibilidade de fazerem com sua vida o que Ele mesmo fez, que surgirá o que chamamos de sacerdócio ministerial (ministério ordenado ): na Igreja, alguns, entre muitos, são constituídos para o serviço de’ todos os outros.

Então, longe de se opôr ao sacerdócio dos baptizados, o presbítero permite a vivência dessa dimensão de toda a Igreja. Significa que as suas identidades (a dos baptizados e a dos ministros ordenados ) se reforçam mutuamente com a sua comunhão: a distinção une-as[1]. Estão ordenados um para o outro (LG 10). Então para que todos possam viver a sua dimensão baptismal é necessário que alguns sejam ministros. E a Ordem não significará nunca um degrau mais elevado de santidade em relação ao sacerdócio baptismal, mas apenas um caminho diferente:

- O ministério do padre não é, portanto, destinado apenas ao culto, mas sim ao apostolado que congrega numa mesma realidade o anúncio da Palavra, a celebração dos sacramentos e a condução pastoral. O verdadeiro sacrifício é o de se oferecer a si mesmo, o de dar a sua vida como oferta espiritual.
- O ministério do padre (presbítero) é um Dom de Cristo à sua Igreja. A ordem é recebida em Igreja por baptizados chamados na fé para um serviço específico na Igreja e como seu sinal;
- Os padres são unidos à missão dos bispos que é a mesma missão que eles receberam dos apóstolos;
- Nesse sentido, porque unidos e enquanto unidos aos bispos, os padres representam o Bispo e a Igreja Universal;

3. Evangelizar, conduzir e santificar

O ministério presbiteral é também o mesmo que Jesus entregou aos Apóstolos com a missão de evangelizar, conduzir e santificar. E isso significa que, na unidade de presbitério em comunhão com o Bispo, sucessor dos Apóstolos, o ministério ordenado se efectiva a maneira do ministério dos apóstolos, ou seja num dinamismo de evangelização e num Dom total de si mesmo. É assim que o sacerdócio não é um emprego, mas é um estado vida caracterizado pela consagração de si ao serviço evangélico dos outros:
- As tarefas que se impõem aos padre são as mesmas que se impõem aos bispos na continuidade da missão apostólica: pregar e anunciar o Evangelho, guiar o povo de Deus (Igreja) e celebrar o culto na Liturgia como sacerdotes o Novo Testamento, isto é, unidos a Cristo.
- É, portanto, toda a vida do padre - nas suas relações com as pessoas - que dá glória a Deus

Afirma a Igreja (PO 3) que os presbíteros não poderiam ser ministros de Cristo se não fossem testemunhas e dispensadores duma vida diferente da terrena, e nem poderiam servir os homens se permanecessem alheios à sua vida e às suas situações. O seu próprio ministério exige, por um título especial, que não se conformem a este mundo; mas exige também que vivam neste mundo entre os homens e, como bons pastores, conheçam aqueles que lhes estão confiados, para que também esses oiçam a voz de Cristo.

No seio de todo um Povo sacerdotal, de toda uma Igreja, os padres, somos ungidos de novo – porque o Senhor nos quer – para sermos mediadores do sacerdócio de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Somos diferentes e devemos aceitar que o somos porque o Senhor nos escolheu e nos colocou no mundo como sua presença particular para construção de toda a Igreja que é o seu Corpo[2].

E é aqui – neste ponto – que existe muito quem confunda a proximidade que o sacerdote, enquanto pastor, deve ter para com os homens e mulheres do seu tempo, na disponibilidade e simplicidade de vida, com o anular dessa diferença, igualando-o a todos os outros homens. É por isso que a frase tantas vezes ouvida que diz que o padre é um homem igual a tantos outros é perigosa e terrivelmente enganadora[3].

[1] Cf. André MANARANCHE, Vouloir et former des prêtres (paris: Fayard, 122.’!) 264.

[2] Cf. D.José da Cruz POLICARPO, Subamos para Jerusalém (Lisboa: Paulistas, 1998)93.
[3] Cf. Ibid.

Quarta-feira, Junho 04, 2008



« De facto, nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos, é para o Senhor que morremos. Ou seja, quer vivamos quer morramos, é ao Senhor que pertencemos. Pois foi para isto que Cristo morreu e voltou à vida: para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos » (Rom 14, 7-9).
Padre Francisco António Rosado Belo
Nascimento: 19. Abril. 1929
Ordenação de Presbítero: 13. Julho. 1958
Partida para o Pai: 4. Junho. 2008
Para pensar a morte:
« A eventualidade da morte está integrada na minha vida; olhar a morte de frente e aceitá-la como parte integrante da vida faz-nos alargar a própria vida. Ao contrário, sacrificar à morte um pedaço pequeno que seja de vida, por medo da morte ou recusa em aceitá-la, é igual a não guardar senão um pobre bocado de vida mutilada ».
Etty Hillesum
« Se os mortos não se vêem mais é talvez porque eles encontraram uma maravilha muito maior do que toda a sua vida passada »
Christian Bobin
Para rezar:
Deus eterno e omnipotente, que estabelecestes o termo da vida presente para abrir as portas da eternidade, humildemente Vos suplicamos que, pela vossa benihna misericórdia, mandeis escrever o nome do vosso servo Francsico Rosado Belo, Sacerdote, no livro da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

Terça-feira, Junho 03, 2008




“Não há nada mais prático
do que encontrar Deus;
ou seja, apaixonar-se por Ele
de um modo absoluto, até ao fim.

Aquilo pelo qual estás apaixonado
agarra a tua imaginação
e acaba por
ir deixando a sua marca em tudo.
Determinará

o que te faz sair da cama cada manhã,
o que fazes com as tuas tardes,
como passas os teus fins-de-semana,
o que lês,o que conheces,
o que te faz sentir o coração desfeito,
e o que te faz transbordar de alegria e gratidão.

Apaixona-te!
Permanece no amor!Tudo passará a ser diferente”.


Pedro Arrupe, sj (1907-1991)
Uma vida feliz para Cristo
como "Padre" na Igreja
Daniel Santos Almeida
Ordenação de Padre
6. Julho. 2008
Sé de Castelo Branco
17h00
Vamos rezar pelo Daniel
e por todos os Padres
[Senhor Jesus ...]
Uma vida feliz para Cristo
como "Padre" na Igreja
Daniel Santos Almeida
Ordenação de Padre
6. Julho. 2008
Sé de Castelo Branco
16h00
Vamos rezar pelo Daniel
e por todos os Padres
«Senhor Jesus, Tu escolhestes os teus sacerdotes de entre nós e os mandaste a proclamar a tua Palavra e agir em teu nome. Por tão grande dom para a tua Igreja nós te louvamos e agradecemos. Nós te pedimos que os enchas com o fogo do teu amor, de modo que o seu ministério possa revelar a tua presença na Igreja. Uma vez que eles são vasos de barro, nós pedimos que o teu poder resplandeça através da sua fraqueza. Nas suas aflições não permitais ques ejam esmagados, nas suas dúvidas não permitais que desesperem, nas tentações não permitais que sejam destruídos, nas perseguições não permitais que sejam abandonados. Inspira-os através da oração a viver cada dia o mistério da tua morte e ressurreição. Nos tempos de fraqueza manda sobre eles o teu Espírito e ajuda-os a louvar o Pai e a rezar pelos pecadores. Pelo mesmo Espírito Santo põe as tuas Palavras nas suas bocas e o teu amor nos seus corações para levarem a Boa Nova aos pobres e a cura aos corações despedaçados. E possa o dom de Maria, tua Mãe, ao discípulo que amavas ser o teu dom da tua Mãe a cada sacerdote. Concede que aquela que te formou à sua imagem humana os possa formar à tua imagem divina pelo poder do teu Espírito, para glória de Deus Pai. Amen

Encontro de 14 e 15 de Junho em Alcains
Inscreve-te:
- 917 097 173

“Jesus está cá e chama-te”

Encontro de admissão
ao Pré-Seminário e Seminário Diocesanos

14 e 15 de Junho 2008
no Seminário de S. José
- Alcains -

Se tens 14 anos ou mais,
inscreve-te para o 917 097 173,
ou através de provocacao@gmail.com

Um encontro de reflexão, convívio,
oração e discernimento
porque Jesus chama ao serviço
na sua Igreja e é necessário reconhecê-l’O
para ir aonde nos quer levar

Domingo, Junho 01, 2008


"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,quem não se deixa ajudar.Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,repetindo todos os dias o mesmo trajecto,quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor,ou não conversa com quem não conhece.Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.Morre lentamente quem evita uma paixão,quem prefere o negro sobre o branco,e os pontos sobre os is em detrimento de um redemoinho de emoções,justamente as que resgatam o brilho nos olhos,sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorteou da chuva que cai incessante.Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,não pergunta sobre um assunto que desconheceou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.Evitemos a morte em doses suaves,recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maiorque o simples fato de respirar.Somente a perseverança fará com que conquistemosum estágio esplêndido de Felicidade."(Pablo Neruda)

Os Presbíteros na vida da Igreja – III


4. Características do ministério

4.1. Ao serviço de todos, alguns são ministros
No NT há, portanto, um conjunto de relações extremamente ricas entre todos os baptizados. E, no meio desses baptizados, existe um que exerce um ministério.
Trata-se de fazer crescer a ekklesia, a assembleia dos cristãos. A relação dos primeiros cristãos é uma relação feita de um serviço mútuo entre todos os membros da comunidae manifestando uma total dependência de todos, apenas em relação ao senhor Jesus.

Surge assim uma grande diversidade de ministérios e de serviços necessários às comunidades ( à sua vida). Estas figuras (ministérios) dependem do contexto local e da ligação ao fundador de cada Igreja.

4.2. Que unidade existe entre todos estes ministérios?
Podemos estabelecer uma certa síntese da acção destes ministros a partir das relações que eles estabelecem. Estão ao serviço de quem ?
Podemos dizer que aqueles que desempenham um ministério na Comunidade estão ao serviço de três relações essenciais:
- com os não cristãos (...)
- com as outras igrejas (...)
- no interior de cada comunidade (...)

4.3. Como são escolhidos os ministros?
A investidura dos ministros não obedece também a regras uniformes. Reina uma grande diversidade neste domínio. Os ministros eram escolhidos do meio da Comunidade. Os Apóstolos têm. contudo, um importante papel na medida em que a sua autoridade lhes vem de Cristo.
Além disso há a própria Comunidade. E, não podemos esquecer, o Espírito Santo.
Pouco a pouco, na forma, o gesto da imposição das mãos e invocação do espírito santo foi-se tornando o gesto público da designação para determinado ministério. Para desempenhar um ministério eram precisas (1º) a competência que vinha de Deus e (2º) o reconhecimento dos irmãos.

4.4. Um ministério principal colegial
Encontramos no NT em todos os períodos um conjunto de minsitros que que constitui um ministério principal ( é um ministério colegial e diversificado). Não se trata de um super-ministro, mas sim de um grupo de ministros que assegura uma responsabilidade de conjunto na Igreja.

Quem é este ministério colegial ?
Os responsáveis das Igrejas (1-apóstolos; apóstolos-profetas-doutores; bispos e diáconos; bispos e presbíteros.
Fundamentalmente é um ministério ao serviço da unidade de todos os outros ministérios. É ele que ordena todos os outros minsitérios.

4.5. As sua principias funções:
- serviço da Palavra de Deus (actores da evangelização)
- serviço de comunhão fraterna (presidem á oração comum e à fracção do pão);
- serviço da caridade (diaconia)
E aqui temos já as funções dos bispos, presbíteros e diáconos.

5. Algumas conclusões provisórias do que afirmámos até aqui:

a. Uma igualdade profunda liga de maneira solidária todos os cristãos. Todos receberam o mesmo Espírito que se exprime, contudo, em dons e serviços diferentes. Mas é o mesmo e único Espírito.

b. Toda a Comunidade no NT se encontra “numa situação de serviço”. Não pelos seus próprios objectivos mas por serviço a Cristo e aos homens. Esta dimensão ministerial é constitutiva da Comunidade no seu conjunto.

c. A Comunidade prolonga assim a acção de Deus no mundo. Uma acção que teve lugar de maneira especial em Jesus Cristo e na “fundação” da Igreja pelos Apóstolos. Deus continua a reunir o seu Povo pela sua Palavra.

d. Os ministros, nestas Comunidades, não são apenas garantia da continuidade do passado mas sim garantia da actualidade da fé. A sua presença é constitutiva da Igreja.