quinta-feira, agosto 31, 2006

Jesus Cristo
- Homem Novo para renovar o homem -
- III -


3. 3.3. Conto-vos uma história que é a vossa
- O ensino através das parábolas -
Em toda esta relação ocupa grande destaque a parábola, uma história que Jesus conta em que cada ouvinte é convidado a reconhecer-se como um dos personagens intervenientes. Muitas parábolas farão referência à história de Israel como Povo e não apenas (literalmente) a um homem particular. Fundamentalmente a parábola é um convite dirigido à liberdade de quem a ouve. Por exemplo: seremos o filho mais novo ou filho mais velho da parábola do filho pródigo? Seremos o fariseu ou o publicano da parábola sobre a oração? Etc.
À luz das ciências da linguagem, o que é uma parábola? Fundamentalmente trata-se de uma história fictícia, que tem a ver com a realidade concreta do contador ou autor da parábola, com o fim de apresentar uma mensagem. Em qualquer parábola há um termo de comparação entre a realidade da história parabólica e a realidade da mensagem do autor da mesma parábola. Neste sentido semelhança e parábola são coisas diferentes. A semelhança aponta para uma situação típica, enquanto a parábola apresenta um caso singular interessante. A semelhança refere-se ao universalmente válido, enquanto a parábola se refere ao que acontece uma vez embora como caso típico.

É muito difícil estudar as parábolas de Jesus ou encontrarmo-nos com as parábolas originais tais como Jesus a disse. Uma coisa pode ter sido a que Jesus disse e outra a que, depois, e pela tradição oral, mais tarde, foi posta por escrito.
Por isso as parábolas de Jesus têm de ser estudadas em três dimensões: a dimensão primigénia de Jesus frente aos seus interlocutores; a dimensão evangélica, dos evangelistas que as escreveram; a dimensão actual e eclesial das parábolas.

Mas o que pretende Jesus com as parábolas? Jesus apareceu como alguém que anuncia a presença do reino de Deus. O que Jesus pede aos seus ouvintes e interlocutores é que acreditem nessa presença do Reino. Mas os Judeus em geral esperavam outras evidências da presença do Reino. É nesta relação de dificuldade na aceitação do Reino presente em Jesus Cristo que surgem as parábolas. E é este contexto que as influenciará quanto ao seu conteúdo.

Vejamos, por exemplo, a parábola do semeador (Mc 4, 1-9). O que é que Jesus quer dizer com esta história de um camponês que saiu a semear e cuja semente lançada cai em sítios rochosos, no meio dos espinhos, nas pedras, nos caminhos e uma pequena parte apenas é que cai em boa terra? Possivelmente Jesus está num contexto de fracasso: a semente, na sua maior parte perdeu-se, diz a parábola. Os seus interlocutores ao ouvi-l’O falar sobre o Reino não o acolhem e esperam que o reino se realize mas segundo as modalidades em que o esperam. Por isso também Jesus lhes lembra, citando, o profeta Isaías (“Os cegos vêem, os coxos andam ...” Mt 11, 5; Is 35, 5). E igualmente por isso lhes diz “O tempo chegou ao seu termo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos” (Mc 1, 15). Significa que os seus ouvintes têm de começar a entender as coisas de outra forma.

Qual é o grande desafio de Jesus ? O desafio de Jesus diz respeito a uma viragem completa na forma de entender a realidade. Até Jesus os Judeus tinham o conhecimento da Lei e das tradições à volta da Lei. Mas a partir de Jesus o conhecimento teria de ser diferente. Por isso Jesus lhes diz que têm de conhecer o amor do Pai pela presença do amor do Filho Jesus. Então o que era preciso reformar era a concepção religiosa, teológica e institucional de todo o processo humano e judaico.

Peguemos por exemplo na parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25). O próximo daquele homem assaltado é um samaritano e não sacerdote ou levita. No sistema religioso da época só era próximo quem pertencia à raça de Abraão. Para os judeus os próximos eram judeus. Os fariseus, por exemplo, excluiam dos seus próximos os que ignoravam a Lei ... etc.
Jesus, neste caso, vai inverter os termos destas relações e vai apresentar um samaritano como próximo de um judeu sabendo que os samaritanos eram odiados por todos os judeus. E ao apresentar o samaritano como próximo volta-se para o doutor da Lei e diz-lhe que faça o mesmo. Então um doutor da Lei tinha de ser como um samaritano ? Ora é neste “confronto” que consiste a revolução teológica de Jesus. Tudo tinha de mudar.O próximo não era aquilo que eles pensavam . A revolução aqui não é tanto moral, mas sim teológica: o Deus anunciado por Jesus é diferente daquele em que muitos acreditavam.

Outro exemplo é a parábola do fariseu e do publicano (Lc 18, 9) que vão rezar ao Templo. São duas atitudes completamente diferentes. A novidade de Jesus aqui consiste em afirmar o pecador (publicano) completamente perdoado. O que perdoa é a relação do pecador frente a Deus e não frente à Lei (como é o fariseu que cumpre tudo e até faz o que não é obrigado). O publicano é um pecador segundo a Lei e o fariseu um justo. Mas segundo Jesus o publicano é um justo. E isto porque o perdão não depende da Lei mas da relação de amor e verdade a Deus. Por isso o fariseu é justo segundo a Lei, mas pecador segundo Jesus e nova forma por Ele apresentada. Então o que é que é importante: a Lei ou a Graça ?

Vemos portanto que Jesus estabelece uma revolução teológica: chegou o tempo do grande encontro com Deus não apenas segundo a Lei, mas sim segundo a Graça.

4. Faz como eu faço
- Jesus: o dizer e o fazer como testemunho duma existência -
Chegados a este momento da vida de Jesus podemos perguntar-nos o que é que dava credibilidade às suas parábolas. Os ouvintes de Jesus, segundo os Evangelhos, reconheceram nas suas palavras uma autoridade diferente da dos escribas e fariseus. E, por outro lado, a parábola como estilo literário podia ser utilizado pelos piores proponentes de utopias irrealizáveis.
O que distinguia então as parábolas de Jesus, as suas palavras entre tantas outras palavras? Na resposta a esta questão, tocamos a própria originalidade de Jesus: a coerência entre a proclamação anunciada e o testemunho de vida é total. Jesus não ensinou nada que não tivesse praticado também. Em Jesus coincidem o dizer e o fazer. E será isso que definirá a sua existência.
Neste contexto é particularmente relevante a atitude de Jesus para com os pecadores, a sua proximidade com eles. Não são os que têm saúde que precisam de médico (Lc 5, 31-32) dirá Jesus, mas os que estão doentes. O pecador público era alguém de quem, segundo a lei judaica, era necessário afastar-se e, no entanto, Jesus aproxima-se deles. A sua proximidade com os pecadores não é, evidentemente, um compromisso e, muito menos, uma cumplicidade com o pecado. Se aqueles que são manifestamente pecadores são privilegiados por Jesus é porque mostram um desejo de mudar de vida. E àqueles que muito amaram muitos se lhes perdoará.

É precisamente neste contexto do anúncio do Reino dos Céus que os milagres de cura de Jesus ganham sentido. Os milagres são sinais e anúncios reais da salvação. E, nesse sentido, estão ligados à mensagem da chegada do Reino de Deus em Jesus Cristo.

Os evangelistas colocam na própria boca de Jesus o significado que é preciso dar aos seus milagres. Aos enviados de João que Lhe perguntam se é Ele Aquele que estava para vir, Jesus responde citando um texto de Isaías que insiste na transformação da pessoa pela saúde: os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Lc 7, 22-24). os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, a Boa Nova é anunciada aos pobres” (Lc 7, 22-24).

O sinal evangélico da cura é, pois, muito importante para exprimir a natureza do Reino que Jesus vem anunciar.
Esta e outras passagens do Evangelho mostram-nos, no contexto do anúncio do Reino, o que Jesus convidou os discípulos de João a ver e a ouvir.
Se relacionarmos com esta acção de Jesus o despertar da consciência de que Jesus é o Messias, estabeleceremos imediatamente uma relação entre Jesus e a alegria. Jesus não vem apenas mudar uma parcela da realidade. Vem mudar tudo. Vem mudar o mais profundo do homem: a vontade, a inteligência, a afectividade (o amor).

O Deus do Reino que Jesus anuncia é, portanto, um Deus amigo dos homens. Por isso se manifesta que este Reino é Reino para os homens, para as pessoas humanas... É uma nova ordem de coisas, totalmente diferente.
Os pobres e os aflitos são os privilegiados deste Reino. Mas os pobres e os aflitos são, fundamentalmente, aqueles que já não têm nada a esperar do mundo ... os que já não têm mais recursos nenhuns ... senão Deus ... só Deus lhes pode valer. São aqueles que não encontram resposta aos seus problemas apenas nas estruturas do mundo ... os que não têm defesas neste mundo. Pobres são os oprimidos ... os desesperados ... por qualquer razão. Não terá então isso algo a ver com a verdadeiras alegrias, aquelas que não se confundem com estados anímicos passageiros, mas têm a ver com o sentido da vida encontrado.

A pobreza e a doença são aqui símbolo e manifestação de uma carência ... de uma necessidade, de uma indigência: o homem deixado entregue a si mesmo, abandonado no mundo, é um ser votado à morte. Fome ... sede ... visão ... são os sentidos da relação humana e da expressão dessa relação, são as formas e os caminhos das relações do homem com os outros ... são por eles que se realizam e expressam as vivências humanas. Então o desejo de viver é aqui a matriz do sentido. E quem se sente recuperado não tem motivo para a alegria ?

“E todos os que O tocavam ficavam curados” diz o Evangelho de Marcos (Mc 6, 53). É um dos testemunhos do Evangelho. A palavra “cura” é uma palavra tremendamente evocadora e significativa para falarmos de Jesus como acontecimento global que integra uma multiplicidade de experiências que se afirmam como vidas com sentido. Tocar Jesus, como diz o Evangelho, é estabelecer inter-relação com o mistério da sua pessoa.

Ao estudar, por exemplo, os milagres de Jesus é importante conhecer a identidade das pessoas que são curadas por Jesus. Nelas não está apenas uma doença pessoal e singular. Elas próprias encarnam uma característica comum da sociedade de então que é a exclusão.

O judaísmo, e no tempo de Jesus era assim, tinha estabelecido uma estreita relação entre doença, impureza e pecado. As próprias leis religiosas que regem os povos foram carregando de significado social e sacral todas as doenças. As doenças sofridas não são, então, muitas vezes, entendidas como disfunções orgânicas (doenças físicas), mas como desvios das normas em uso e dos valores dominantes.

Neste sentido, os corpos doridos ou sofredores e tristes de alguém são o sinal patente de uma transgressão que ameaça o bom funcionamento de toda a sociedade, o corpo social do qual se faz parte. Por isso os doentes – os pecadores, os transgressores – são excluídos. Suplicar e pedir a cura não é mais, então, do que pedir se volte a encher de sentido a vida de alguém (esse que pede).
É Jesus Quem aceita esse desafio e devolverá a saúde, a integridade e o sentido de vida a todos aqueles com quem se encontra.

As curas são, pois, o primeiro sinal da chegada da novidade. A cura do corpo e o perdão dos pecados indicam que é o homem todo (a totalidade do nosso ser) que é curado, que é salvo. Nós não temos apenas um corpo, mas somos um corpo. E tudo o que afecta o corpo que somos nos afecta a nós próprios. Os sinais da cura e do perdão mostram então o avanço do Reino na medida em que são sinais de esperança. A doença tem uma relação com a morte. A cura, face à morte, é sinal da promessa da ressurreição. Jesus mostra-nos assim como o corpo, a pessoa, é o espaço e o tempo da sua acção. Cada pessoa, pela encarnação de Cristo, é um espaço e tempo, é ocasião, de graça.

Outro sinal muito importante nos Evangelhos é o sinal da refeição. Jesus alimenta as multidões: assume-se aqui toda a simbologia da refeição. Alimento não é apenas o pão, mas tudo aquilo de que o homem tem necessidade para viver e viver bem. Por isso Jesus multiplica o alimento. Porque Ele próprio é essa abundância de sentido, de alimento. E as refeições com Jesus são, por isso, sempre sinal da comunhão no Reino, para lá da morte.

1 comentário:

GILBERTO disse...

"Cura Divina da AIDS!"


Nascido em 20/8/1962 e criado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Venho de
uma família de classe média toda voltada ao espiritismo. Sou filho de
Marilu Scalzo Legey e Milton Pereira Legey (In Memorium), famoso
compositor das décadas de 50 e 60, autor de várias músicas famosas,
dentre elas: Fósforo Queimado, Rolei Rolei etc. Meu pai era irmão de
Aloysio Legey, diretor de núcleo de vários programas da Rede Globo de
televisão (Criança Esperança, Desfile das Escolas de Samba, Show da
Virada etc.), do qual sou sobrinho e afilhado. Fiz faculdade de
Letras(Port/Ing) e academia de artes maciais (Jiu-Jitsu/faixa-preta).
Aos 18 anos, herdei do meu avô materno uma construtora, Arthur Scalzo &
Cia Ltda. Fiquei rico, tinha poder, mulheres, carros, viagens etc. e
tudo mais que o mundo poderia oferecer de melhor.

"Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo
consomem, e onde os ladrões minam e roubam" (Mateus 6:19)

Aos 21 anos, me tornei dependente químico e chegei a usar todas as
drogas, tendo tido inclusive 3 overdoses. Com as drogas vieram a perda
de caráter, da personalidade, a prostituição e a falência. Para tentar
não cair de padrão de vida entrei na marginalidade e no mundo do crime,
passando a comprar carros roubados, posteriormente roubando os própirios
carros, emitindo cheques sem fundos, realizando golpes e participando de
falcatruas. Fui preso, julgado e condenado a 23 anos pelos diversos
crimes cometidos. Participei de diversas rebeliões, motins, greves de
fome etc. Cumpri 8 anos em regime fechado em diversos presídios:
Presídio Ary Franco (Água Santa), Instituto Penal Edgard Costa
(Niterói), Presídio Hélio Gomes e Penitenciária Lemos Brito no extinto
Complexo Penitenciário da Frei Caneca/RJ e 4 anos em regime semi-aberto
no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho no Complexo Penitenciário de
Gericinó/RJ. Lá deparei-me com o Diretor Paulo Roberto Rocha, que tinha
sido meu aluno de defesa pessoal quando fez prova para o DESIPE. Ele
foi um dos precursores a incentivar o convênio para usar a mão de obra
carcerária para trabalhar nas ruas, e posteriormente assassinado na
Av.Brasil.

Em 1998, conheci a pessoa que me mostraria a palavra de Deus, e que hoje
é a minha amada esposa, Verônica Legey.

"Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou
não o separe o homem." (Mateus 19:6)

Em 2001, como falei, foi feito um convênio entre a Secretaria de
Justiça, a Fundação Santa Cabrini, a Secretaria de Administração
Penitenciária e a CEDAE, pelo então Governador do RJ, Anthony Garotinho
e o diretor da CEDAE/Zona Oeste na ocasião, Alcione Duarte. Consegui
então, um emprego digno onde trabalhei até Dezembro/2006 na CEDAE.

"Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado
abundou, superabundou a graça" (Romanos 5: 20)

Mas, depois de tantos pecados e orgias, colhi o que plantei. Descobri
que estava com AIDS. Passei 3 anos tomando os coquetéis
anti-retrovirais. Participei de uma campanha feita pelo Pastor Ricardo
Barros de Belo Horizonte/MG, que tem o Ministério da cura...

"Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas
enfermidades" (Salmos 103:3)

Deus continua operando os mesmos milagres de 2000 anos atrás, Deus
curou-me da AIDS. Tenho os exames comprovando a cura. Basta aceitá-lo,
arrepender-se, converter-se dos maus caminhos e ter Fé, pois sem Fé é
impossível agradar a Deus. Deus ainda me concedeu o Ministério da unção
da cura e libertação. Temos sido usados como um canal de Bençãos por
todos os lugares onde temos passado, dentro e fora do Estado. Hoje
trabalho só para Deus e congrego na Comunidade Evangélica Família
Cristã em Campo Grande - Pr.Pedro.

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e
buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu
ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."
(2 Crônicas 7:14)

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele
que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos
que o buscam." (Hebreus 11:6)

Este é apenas um resumo das maravilhas que Deus fez na minha vida.

Convites para pregações, testemunho, palestras sobre dependência
química, DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), congressos etc,
entrem em contato comigo:
Gilberto Legey
Tels.: (21)2406-2255 ou (21)9847-1444
E-mail: gilbertolegey@cooperadoresdedeus.com;
MSN: gilbertoscalzolegey@hotmail.com
Site: www.cooperadoresdedeus.com