segunda-feira, julho 23, 2007








Passos da Oração



A oração pode ajudar-nos a reconhecer, pouco a pouco, a acção de Deus na vida quotidiana, a nossa maneira de estar com Ele ... ou sem Ele ... Nesse sentido, a oração é um tempo de espera e de vigilância: durante algum tempo diário (mais breve ou mais longo) é possível voltarmo-nos para Deus para, com Ele, revermos o dia e as acções, recordarmos o seu amor para connosco e nos desafiarmos a viver as coisas concretamente.

1. Relaxação
Fazendo silêncio interior ... respirando e acalmando-se ... escolhendo o sítio, o ambiente de recolhimento e de paz. O corpo também reza ...

2. Presença de Deus
Cair na conta de que Deus está comigo, está em mim, na minha história e em tudo o que me envolve ... quer estar comigo, e eu vou (quero) estar com Ele. Fazer um acto de fé.

3. Oração preparatória ou rectificação da intenção
Pedir a Deus, que é Pai e Senhor, que “todas as minhas intenções, acções e projectos” bem como esta oração, se orientem para Ele.

4. Composição do lugar
Conforme a matéria da oração ou texto da Escritura, imaginar a casa, cena, palavras, intervenientes ... tornando-me presente.

5. Petição
“Pedir o que quero”, conforme a matéria proposta, pedir a graça de alcançar de Deus o objectivo que nessa oração se pretende. Por exemplo, alegria, arrependimento, luz para discernir e escolher, conhecimento interior de Jesus ...

6. Leitura / meditação dos textos bíblicos ou tema das notas pessoais
À medida que vou lendo, lentamente, saborear, falar com Deus, com Jesus ... entrar num diálogo íntimo de amizade e ir aplicando a mim o que vou entendendo.
Sem pressa. Tomar nota de sentimentos, consolações e desolações, das passagens importantes, dos desejos e dos propósitos.
Às vezes é como quem escreve uma carta a um amigo: ir encontrando o que mais me ajuda a estar com Ele.

7. Colóquio ou conversa final
“Como um amigo fala com outro amigo” terminar a oração com uma “conversa” concreta para pontualizar, resumir, fixar, ... agradecer.

8. Pai – Nosso
Terminar com esta ou com outra oração concreta

(9. Avaliação)
Depois de terminada a oração ajuda sempre pensar “Como é que correu ?” e tirar daí algumas conclusões vendo o que mais me ajudou e o que mais me preocupou, aquilo mesmo que me pode ter faltado. Aprende-se a rezar, rezando, reflectindo sobre a própria oração e melhorando.
É preciso aprender a “tirar proveito” da experiência, qualquer que ela seja (melhor ou pior). O que foi que mais me tocou ?


1 comentário:

Miguel Serra disse...

Parabéns pelo novo perfil e actualizações que tem feito no blog. Está óptimo.